quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Yaoni Sánchez e a mídia nativa
Um belo exemplo do comportamento parcial da nossa mídia pode ser notado durante esses dias da visita da blogueira cubana Yaoni Sánchez. Afinal, qual os motivos que a tornam um "estrela" dos noticiários.
Analisando pelo prisma histórico, Yaoni é uma figura muito cultuada pelos grupos midiáticos por sua crítica ao regime cubano. Mas é também uma figura controversa, por diversos motivos não veiculados pela mídia nacional.
Resumidamente, podemos citar rapidamente alguns.
1-Como se tornou uma blogueira cultuada pelas instituições ao redor do mundo em apenas 1 ano? Como abocanhou diversos prêmios e alçada ao patamar dos grandes jornalista de forma tão meteórica?
2- Por que menos de 1% de seus seguidores moram em Cuba? Por que a maioria de seus seguidores são contas inativas? Seria toda essa popularidade fictícia?
3- Como é tão ativa na internet com a péssima conexão da ilha? Ela possui um canal de web exclusivo? Quem o mantem?
4- Por que ela é a ÚNICA cidadã cubana isenta do bloqueio econômico podendo comercializar livremente com empresas estadunidenses?
5- Ela vê diferença entre a atividade dela e a de Julian Assange (fundador do wikileaks)? Acha justa a perseguição imposta a ele?
6- Yaoni acha justa a pena de morte ao soldado Bradley Manning, que vazou os documentos secretos militares ao Wikileaks? Não seria esse um ato contra a liberdade de expressão advindo justamente daqueles que a financiam para falar de liberdade de expressão?
São perguntas que ilustram muito bem qual "liberdade de expressão" defendem os donos dos meios de comunicação no Brasil e que podem servir de ponto inicial para debates. Afinal, a mídia nacional retrata imparcialmente nosso país? Por que a mídia adota comportamentos diferentes em relação a fatos semelhantes? Como podemos notar essa parcialidade? Por que a blogueira cubana não se manifesta em relação as atrocidades cometidas pelos yanques em Gantánamo?
Acesse a matéria completa no site Vi o Mundo, do excelente Carlos Azenha..
Para enriquecer o debate e estabelecer o contraditório, podemos acessar o blog de Yaoni neste link.
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